google.com, pub-5161198802401146, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Circula na net: Lista falsa e passaporte espanhol | Viajante!

Circula na net: Lista falsa e passaporte espanhol

Seu sobrenome também está na lista (falsa) para obter o passaporte espanhol? 




O boato de que o Governo espanhol concederia a nacionalidade a partir de sobrenomes de origem sefardita mobiliza os brasileiros que querem a cidadania europeia.

A mensagem se repete com algumas variações: “Nunca pensei que isso fosse acontecer mas vou tentar tirar cidadania espanhola!”. Junte uma lista (falsa) com mais de 5.200 sobrenomes, tão comuns no Brasil como Silva, um projeto de lei do Governo espanhol que promete conceder a nacionalidade a quem demonstre suas raízes sefarditas, e o poder do Facebook.

A fórmula resultará em um enorme boato que revela não só o interesse da comunidade judaica em ressarcir uma dívida histórica, como também a vontade do brasileiro por ganhar uma nacionalidade europeia.

A base do rumor é verdadeira, porém o projeto de lei precisa ainda superar vários processos parlamentares e nada tem a ver com uma distribuição indiscriminada de passaportes.

  Para tentar o passaporte, precisaria ser descendente dos sefarditas e comprovar!


O presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Ricardo Berkiensztat, recebeu diversas ligações e pedidos de informações sobre o assunto nos últimos dias.

— Não chegou a ser um alvoroço, mas várias pessoas se identificavam, queriam informações. A primeira coisa que fiz ao saber foi ligar para o cônsul espanhol em São Paulo, que me esclareceu que a lista é falsa, não é oficial. Pedimos às pessoas que nos ligam para procurar o consulado.

As origens

O povo judeu foi expulso da Espanha em 1492, mas sua herança e sua cultura sefarditas se conservaram ao longo de mais de cinco séculos. Muitas famílias sefarditas ainda guardam o que dizem ser as chaves das casas em que suas famílias viviam quando foram expulsas pelos reis católicos em sua campanha de homogeneização religiosa do país. Ao longo dos séculos, os sefarditas conservaram o idioma ladino, ou judeu-espanhol, uma variante medieval do castelhano.